Queria
  uma linda paixão
  que não fosse fugidia.

  Paixão
  de causar desvario
  de fazer coração parar.

  Paixão
  que ao alquinar
  fizesse a transmutação.

  Paixão
  que deixa de ser
  para o amor poder viver.

  Paixão
  que de fino rio
  virasse imenso mar.

  Eu, num profundo mergulho
  deixaria tranquilamente
  tragar-me esse turbilhão.

  A água viraria vinho
  eu o sorveria
  gostando de me embriagar.

  Sem sequer titubear
  permitiria ao desalinho
  em minha vida morar. 
 
 
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